CULTURA OFF

CULTURA OFF

terça-feira, 24 de julho de 2007

GUERREIROS e GUERREIRAS, JUNTAI-vos!!!


"Viva como um guerreiro, desta maneira ou daquela, mas nunca fazendo concessões.

É melhor ser derrotado, mas totalmente, do que ser vitorioso através de concessões. Essa vitória não lhe dará nada a não ser humilhação; e a derrota sem concessõpes ainda lhe dará dignidade.

A vida é misteriosa: as vezes a vitoria é simplesmente vergonhosa e a derrota, sem nenhuma concessão, é uma dignidade.

Simplesmente um pouco de coragem, um pouco de atrevimento - e isso apenas no começo. Uma vez que vc tenha experienciado a beleza do não fazer concessões e a integridade e a individualidade que isso traz, pela primeira vez vc sentirá que tem raízes."

Palavras daquele que deve ter sido o mais rebelde dos homens a andar sobre a terra no século passado, Shree Rajneesh, mais conhecido simplesmente como OSHO,

quinta-feira, 19 de julho de 2007


A FINAL DA COPA DO MUNDO

E

O HOMEM POLÍTICO

Ontem, após assistir a final da copa do mundo de 2006 entre Itália e França ficou-me mais ainda clara a relação que determina a superioridade do homem político sobre o homem de relações abruptas, o homem que age de forma instintiva e mecânica; confirmando determinantemente a máxima que diz que o ser-humano é um animal político. Pois vejamos...


Como é que esse Zinedine Zidane comete aquele ato grotesco no adversário (e olha que o Grosso tava era no outro time) levando a sua expulsão, provocando a inferioridade numérica e emotiva de seu time que abalado foi para os pênaltes arrasado, encerrando a sua carreira de forma manchadamente triste, tão somente por algumas palavras dita pelo seu adversário a sua pessoa? Ou seja: como que apenas meras palavras que levaram aquele que vinha sendo a principal personalidade da copa perder a cabeça, agredir o jogador italiano Materazzi, e botar tudo a perder? Perdeu seu time, perdeu os franceses, e perdeu ele que manchou definitivamente sua carreira pois esse foi seu útimo jogo como profissional, uma despedida melancólica. Como Assim? Vamos começar a explicação com um pouco de filologia...


A palavra Política tem sua raiz na palavra grega "Polis" que significa cidade, que aqui tem sua relação aplicada as pessoas, aqueles que vivem na cidade é um ser político, pois sua relação com os demais cidadãos está baseada em fatores diferentes de alguém que vive no campo, nas aldeias, nas florestas, nos bosques, etc., aqueles que não vivem nas cidades tem uma relação próxima a atitudes e maneiras que alguns chamaram de bárbaro, de tosco, de instintivo, de mecânico.


Toda a evolução da sociedade tem seus pontos de ruptura claro e bem assimilado ao longo da historia humana registrada. O caso do surgimento da ciência política é fruto do estabelecimento do império grego. O fato de não terem mais com quem guerrear, não terem adversários e nenhum povo para importuná-los em termos de batalha, fez com que as várias cidades gregas chegassem a vários acordos e consensos entre seus moradores, provocando o estabelecimento da relação social de cidade, e nas relações sociais o que fica explícito é a relação de poder que é travada intelectualmente entre os homens (que nesse caso é uma questão de gênero mesmo, pois na grécia antiga a mulher não era considerada um cidadão), esse conflito que se estabelece nos diálogos e ações dos cidadãos sempre em busca do status é o que caracteriza o ato político, que ao longo da história e desde a grécia antiga veio a ser pesquisado, catalogado e registrado como a ciência política, que nada mais é do que a metodização do estudo da ancestral relação dos homens com os outros na eterna busca de ascenção e consumação do poder.


Dito isto, entendemos que a política é algo típico também de uma classe, o animal político é assim por dizer o bicho que se relaciona de forma diferenciada com seu semelhante, tendo como base o seu raciocínio e principalmente a visualização e percepção das consequências que suas atitudes podem provocar no meio em que vive, obviamente, com base nas vantagens que isso pode provocar nas ascenções que determinados atos podem provocar em seu desempenho social. A classe política é aquela que se vale da linguagem falada para atingir seus objetivos, diferenciando definitivamente das outras classes que não tem a habilidade da palavra, da comunicação, da persuação, da retórica, da capacidade de irritar o outro, enfim: o diálogo.


Foi no diálogo travado ontem no segundo tempo da prorogação da final da copa do mundo, que Materazzi deu um show de política e Zidane mostrou ser vulnerável socialmente, resultado: Zidane se danou! E Materazzi campeão se tornou. Foi um ato político puro: Materazzi valeu-se somente e habilmente da linguagem falada para provocar o adversário, ao ponto deste quebrar as regras do jogo e ser banido da disputa, banido da possibilidade de ser campeão, banido da possibilidade de ascenção, de status, ou seja: todas as formas simbólicas que determina as relações sociais de nós, humanos.


É de se constatar então que para ser campeão, para ter ascenção social, para ter inclusão social, para estar em pé de igualdade na polis (não estou falando só de Grécia, na nossa cidade também é assim) com os demais semelhantes, é imprescindível ter a habilidade da política, e esquecer de vez a bobagem que político é o fulano que ocupa o congresso nacional, a câmara legislativa do estado, a câmara de vereadores do município, o senado, etc., que anda sempre de paletó, e quase sempre está envolvido em denúncias... Isso é apenas uma formalidade oriunda da evolução de nossa organização social, mas antes deles chegarem aos cargos que os caracteriza como político eles, certamente, já faziam política, pois para ser eleito, para ter apoio de vários setores da sociedade, para fazer parcerias, para espantar os adversários, para por respeito aos inimigos, o sujeito deve ter feito muita política antes, muito diálogo. A palavra "parlamentar" vem do italiano "parlare" que significa simplesmente falar. É isso que nós precisamos aprender e ensinar aos que não sabem: a arte da política, a habilidade da política. Em nossa cidade é urgente essa capacitação, uma capacitação em massa da Ciência Política, pois o sujeito que não tem as noções de política está impossibilitado de conviver no ambiente social, ele permanecerá excluído, fora da ágora, fora dos ambientes de decisão, totalmente alheio, alienado, ele será apenas o cumpridor de ordens e deveres que outros, os políticos, determinaram como regra, lei, ética, etc., e obviamente que essas leis e regras vão primeiramente beneficiar aqueles que as elaboraram, para só depois chegar aos demais, e talvez - é o que geralmente acontece, chegue aos que não entendem e não praticam a política de forma abrupta, provocando neles a contrariedade e fazendo com que se revoltem e cometam atos espúrios, acatando a eles as penas que as leis e regras estipulam: são pegos, são presos, são encarcerados, e como nosso colega Zizou, são expulsos do ambiente de sociabilidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

BRUNA SUFISTINHA, KARIM AINOUZ e O REVOLTADO JORNALISTA DA GLOBO


Em tempos de multiculturalismo e acesso ilimitado ao novo (Internet – aliás, foi através de seu blog que transformou a moça “aceitável” pela “grande mídia”) ficou muito estranho a critica de um jornalista especializado em cinema (não por acaso é funcionário das organizações GLOBO) sobre o novo filme (roteiro) do cineasta cearense radicado em RJ Karim Ainouz (o mesmo de “o céu de Suely” e “Madame Satã”). Ele reclama o fato da produção ter recebido a autorização por parte do Ministério da Cultura para efetivar a captação de recursos no valor aproximado de 4 milhões de réis pra uma obra baseada na vida de Bruna Sufistinha (Raquel Pacheco): o livro “O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO”.

Ele está revoltadíssimo! Disse que tentou ler o livro mas não conseguiu por ter mais o que fazer. Cabuetou que a moça recebeu ajuda pra escrever o texto, e ta com a boca no trombone pra dizer que o Ministério da Cultura deveria ter mais critérios pra conceder possibilidades de patrocínio aos filmes. Ou seja: pra esse ilustre jornalista, adaptar a biografia de uma prostituta para o cinema (é o novo!) não é algo que deva ser feito. Moralismo pouco é bobagem.

Claro que ele não leu que tipo de proposta chegou a Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MINC enviado pelos produtores. Tenho certeza que algo em que o diretor Karim Ainouz esteja envolvido é de grande valor cultural e estético, vide suas obras anteriores. E outra: o papel da comissão que avalia os projetos pra receber apoio de incentivos fiscais via Lei Rouanet, tomam como base para a concessão do beneficio o fato do projeto estar enquadrado no formulário e se ele é de natureza cultural, e só. Um filme é um projeto cultural, e isso não se discute. Para a Lei Rouanet não importa critérios artísticos, pois o mecanismos é apenas uma autorização, e não um aporte de recursos direto (o produtor/captador terá que ir nas empresas pra conseguir os recursos de fato).

O que se quer neste imbróglio é a desmoralizacao do principal ministério da gestão lula. O que se quer é a desqualificação do ministro Gilberto Gil. O que se quer - e a globo quer muito e rápido, é se livrar desta gestão atual do MINC que não para de demonstrar por A+B+C ao Brasil que para haver cultura para todos é necessário a democratização (acesso) dos meios de distribuição dos conteúdos, das obras dos artistas e/ou produtores, ou seja: os meios de comunicação devem se prestar para fins de distribuição.

domingo, 15 de julho de 2007

Cresce o poder de barganha dos donos do conhecimento

A sede mundial do que seu proprietário chama de maneira brincalhona de Pink Inc. fica no sótão de uma casa de tijolos aparentes, na região noroeste de Washington, capital dos Estados Unidos. Fotografias de crianças decoram as paredes; livros "sérios" se misturam com livros escolares. Daniel Pink passou a maior parte da década de 1990 trabalhando para a administração Clinton, acabando como principal redator de discursos para Al Gore. Mas no fim dos anos 1990 decidiu seguir por conta própria.

Ele agora ganha a vida como "agente livre" - trabalha um pouco com consultoria, redação de discursos e escrevendo artigos (ele é um editor contribuinte da revista Wired) e livros, incluindo, em 2001, um sobre pessoas como ele, Free Agent Nation: How America´s New Independent Workers are Transforming the Way We Live (numa tradução literal, "A Nação dos Agentes Livres: Como os Novos Trabalhadores Independentes da América Estão Transformando a Maneira como Vivemos"). Pink não tem dúvidas sobre a mudança no equilíbrio do poder que está havendo no mundo corporativo: "As pessoas talentosas estão precisando menos das organizações do que as organizações das pessoas talentosas".

Parte do motivo é a tecnologia. Pink chama isso de "a vingança de Karl Marx": os meios de produção, na forma dos computadores, estão agora nas mãos dos trabalhadores e freqüentemente eles são literalmente baratos o suficiente para serem comprados, pequenos o suficiente para serem abrigados e fáceis de operar. O exemplo mais dramático do poder das pessoas comuns é a chamada revolução do pijama. Bloggers estão freqüentemente surpreendendo a grande mídia no noticiário político doméstico. Glenn Reynolds, um professor de legislação da Universidade do Tennessee, sem experiência na área de mídia, recebe até meio milhão de visitas por dia em seu blog instapundit.com.


FONTE: Xi, esqueci... foi mal.

AGORA EU SEI PORQUE O ORKUT DESLANCHOU PRIMEIRO AKI DO QUE EM OUTROS PAISES MAIS DESENVOLVIDOS

O "culpado" pela chegada do Orkut no Brasil
por André Deak — em 28/06/2007 17:57 Última modificação 28/06/2007 19:37
O poeta, ativista político, fundador da Electronic Frontier Foundation (EFF) - ONG que prega a liberdade de expressão na era digital - e ex-membro da banda Grateful Dead, John Perry Barlow, esteve hoje no seminário e confessou: foi ele o responsável pela chegada do Orkut no Brasil.

Barlow é amigo do inventor do Orkut e recebeu 100 convites para distribuir a conhecidos. Mandou todos para o Brasil.

"Todos conhecem todos no planeta Brasil. O que aconteceria se essa sociedade se conectasse? Então um amigo meu criou o Orkut. Eu mandei convites para todos os conhecidos no Brasil. Quando [o Orkut] chegou aqui, nessa sociedade que já é uma grande rede..."

Para ele, a sociedade brasileira já vive em redes, apenas não tem meios tecnológicos para se comunicar. O sucesso do Orkut é só a ponta de um iceberg.

Barlow: "Esse país pode ensinar muito o Norte sobre como usar as redes. E está só começando a aprender."


FONTE: Agencia Brasil.

O HOMEM DO "RUPINOL"

É indispensável inserir a questão dos programas policiais regionais tipo "Barra Pesada" que, conforme também os de Pernambuco e Bahia, trazem de maneira pitorescas as nossas vistas locais - e de maneiras afrontadoras aos direitos humanos, entreveistas com os "elementos" que praticaram crimes e estão na porta de entrada das celas, na maioria das vezes sendo entrevistados por repórteres que mais parecem terem saído de uma oficina de capacitação rápida sobre teatro buslesco do quê propriamente sido instruídos para a prática jornalística. Tal fenômeno explora o já surrado lugar comum da violência da televisão aberta brasileira, fenômeno que vem se consolidando mais especificamente desde o saudoso AQUI E AGORA, programa vespertino do SBT que estabeleceu alem de uma determinada linguagem e estética sobre o gênero, a aceitação do mote ao paladar da família brasileira sul-sudestina, e influenciou vários de seus filhotes regionais como vemos nas TV's nordestinas. O que nos interessa aqui é instigar o público não só nas suas predisposição a admirar e apreciar mais sangue e toda forma de animosidade, mas as relações destes programas com o nosso tipo de humor, a nossa tendência de levar ao escracho máximo as situações e os seus envolvidos. Entremos nesta análise mais profundamente.

O sujeito, sempre um excluído dos processos socias mínimos e de aparência majoritariamente negra ou parda, comete um crime, que na maioria das vezes é algo relacionado a intempéries emotivas ou roubos de pequeno porte - até para a subsistência do mesmo ou de familiares, e vai parar na cadeia e comer o pão que o diabo amassou. Não bastasse o infortúnio que irá passar no já conhecido péssimo, lotado e ineficiente sistema carcerário brasileiro, ele irá aparecer na televisão em um programa típico de "identificação de criminosos" ferindo - talvez para sempre, sua imagem como um cidadão associado a desvios de conduta e uma série de negatividades penais impetradas não por um jurista, mas pelo simples fato de ter sido filmado na situação cenográfica característica do tipo de programa televisivo que aqui abordamos. Mas alem disso o que mais chama atenção e ganha notoriedade nesse tipo de "espetáculo" é que seu maior apelo, cada vez mais, é o aspecto humorísitico que as situações e os "personagens" abordados trazem consigo, e que mantem a audiência em patamares publicitariamente aceitáveis aos padrões televisivos. Sendo cada vez mais dado a prefência sujeitos que tenham aparência potencialmente geradora de riso, como por exemplo ter os olhos tortos, ou alguma parte da orelha faltando, os dentes quebrado ou também faltando, etc. Alem disso vê-se com grande entusiasmo a entrevista com aqueles que apresentam explícita alteração psíquica causada por drogas das mais variadas tendências e substâncias, como forma de dinamizar a entrevista e possibilitar uma "melhor interação" do repórter com seu "material exploratório", sua fonte de informação, o "elemento" que provoca a química do entretenimento.

Sim, este é o ponto, o entretenimento. Estamos diante não mais de um programa de TV sobre justiça, lei, ordem, vingança social, violência explícita, blá blá blá, não! Estamos diante de um programa de entretenimento, muito apreciado nas horas de almoço - horário principal do mais famoso de todos que é exibido nas telinhas alencarinas. É da natureza da programação televisiva ser repetitiva, mas nesse processo está incluído variações no intento de manter o interesse da patuléia, enganando-a em doses homeopáticas, sem que se perca a condição primordial do programa de TV para as massas, que é de ser sempre simples e de fácil assimilação para o mais total dos analfabetos, ou seja: ser essencialmente instintiva no sentido mais animal do termo. Se observa claramente estas modificações nos programas policiais regionais. A violência explícita e aviltante ainda tem seu espaço, mas nada se compara a diversão de tentar entender um desafortunado em estado totalmente alterado de consciência tentando responder com certa pose as perguntas - que ele nem sabe o que é ou do que é que se trata, do "honorável" repórter. As palavras não tem conexão, seu aspecto por si só já nos remonta a um filme de terror trash nível B2, suas roupas (muitos estão sem camisas em tais entrevistas, sic) na maioria das vezes o ridiculariza por si só, as tatuagens ou esboços de tatuagens em seu corpo só reforça a marca do desleixo, ou seja: é a esculhambação em seu apogeu, com equipe de produção e tudo ao redor da cena para dá o devido suporte ao "evento jornalístico". Sem dó e nem piedade, os programas de TV policiais regionais são cada vez mais caracterizado pela veia humorística que os mesmos naturalmente carregam em seu bojo, mas que ainda não havia sido devidamente explorada. Os mesmos estão passando por uma transformação que vem a caracterizar de forma muito explícita a íntima relação do humor brasileiro - isso é facilmente percebido como um fenômeno nacional de todas as TV's de sinal aberto, com as relações de degradação social e humilhação do indivíduo, que como diz um amigo que trabalha no 3º setor - "o brasileiro sem posse não é considerado um cidadão como nos outros países do mundo", reforçando mais ainda a nossa condição de subdesenvolvimento. É esse interim que entraremos para cobrir e desvendar os processos dos que estabelecem a pauta desta programação dos meios de comunicação de massa cearense, para confirmar se isso trata objetivamente de um roteiro de humor, ou de um "dever cívico de informar bem o cidadão" (kkkkkkk!...).

A percepção de cada um...

"A percepção de cada um é SHIVA , o ascendente holocausto que calcina até reduzir ao nada o palácio de sonho deste mundo,
com sua câmaras infinitas, diversas e belas."


Abhinavagupta , Tantraloka (+ou- 1000 D.C.)